Sinto-me morta
nesta cruz que me
suporta!
Nem mesmo eu sei o
que mais me importa!
Se é a tua ausência,
ou se é a tua volta!
Neste meu recinto de
segredos e labirintos,
vou deixando a
máscara cair.
Não sei se finjo
estar triste,
ou se finjo estar
feliz.
Neste meu neutro
estado de ser,
não sei mais o que
sentir.
Sinto-me morta
diante destas horas
tortas,
enforcada em uma
corda,
sufocada, em coma,
imóvel e sórdida.
Neste meu sepulcro,
coloco minha vida...
decoro-o com letras
e algumas notas de
melodia
para aliviar-me desta
morte
que me mata a cada
dia.

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